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Gol reduz oferta de voos para a América do Sul

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SÃO PAULO - Após registrar queda nas taxas de ocupação em seus voos dentro da América do Sul, a Gol reduziu parte da oferta na região. A mudança mais recente ocorreu na semana passada, no dia 17, quando a companhia aérea deixou de fazer voos diários em Santiago e Lima. Apesar disso, a empresa estuda abrir voos para alguns locais no Caribe. A Anac deve apreciar nesta terça-feira, a pedido da companhia aérea, a alocação de frequências para voos de passageiros e cargas com destino a Aruba e República Dominicana.

No início de junho, os voos entre Bogotá e São Paulo deixaram de ser diretos e diários e passaram a ser feitos quatro vezes por semana (conforme consulta no site da companhia aérea) e com escala em Manaus. Antes, no dia 10 de maio, a empresa já havia cancelado os voos sem escala que aconteciam uma vez por dia, de segunda-feira a sexta-feira, entre São Paulo e Santiago. Foram mantidos voos diretos entre as duas cidades no sábado e no domingo.

A Gol informou, por meio de assessoria de imprensa, que mantém voos diários entre São Paulo e Santiago feitos com escala em Buenos Aires. Ainda segundo a companhia, não foram feitas nem são planejadas outras mudanças na malha da América do Sul. Nessa região as maiores concorrentes são a TAM e a Lan.

Entre janeiro e maio deste ano, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as empresas aéreas brasileiras vêm operando voos mais vazios, tanto no segmento doméstico quanto no internacional. No caso da Gol, a taxa de ocupação nos voos ao exterior caiu de 56,6% para 50% em relação aos mesmos meses de 2008 - os dados não são completamente comparáveis porque a empresa tinha rotas internacionais para Cidade do México até meados do ano passado. Em maio deste ano, a ocupação nos voos internacionais da companhia - que agora só incluem rotas na América do Sul - ficou em 47%, contra 55% no mesmo mês de 2008. A taxa de ocupação necessária para cobrir os custos (" break even ") da Gol, no primeiro trimestre, era de 56,7%.

(Roberta Campassi | Valor Econômico)





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